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Mas, afinal, o que é o Método DeRose? Parte I

Método DeRose 
Uma Cultura Baseada em conceitos e técnicas para tornar nossa vida melhor

"É da natureza humana querer compreender as coisas e, para isso, tentamos enquadrá-las em escaninhos já estabelecidos em nossa mente. Não é à tóa que "enquadrar" e "escaninho" são conceitos associados a algo quadrado e padronizado.
Portanto, é natural que o interlocutor queria saber se é dança, ginástica, arte, terapia, filossofia... Mas e se não se "encaixar" em nenhuma das alternativas?
Quando um praticante pretende explicar o que é o Método, frequentemente é confrontado com a pergunta:
- Método de que?
Para que as pessoas compreendam melhor o que é o Método e, dessa forma, possam desfrutá-lo em todas as suas nuances, decidimos prestar estes esclarecimentos.
Para tanto, a primeira coisa a conhecermos deve ser sua definição. Apesar de este Método ter sido sistematizado a partir de 1960 e, portanto, já contar com meio século, o processo foi bem gradativo e empírico. Assim, dispomos de várias definições muito boas.
Podemos definir essa cultura como:

Método DeRose é uma urdidura entre conceitos e técnicas, oriundas de tradições culturais muito antigas.

Ou de forma mais extensa:

O Método DeRose é uma proposta de life style coaching com ênfase em boa qualidade de vida, boas maneiras, boas relações humanas, boa cultura, boa alimentação e boa forma. Algumas das nossas ferramentas são a reeducação respiratória, a administração do stress, as técnicas orgânicas que melhoram o tônus muscular e a flexibilidade, procedimentos para o aprimoramento da descontração e da concentração mental. Tudo isso, em última instância, visando à expansão da lucidez e ao autoconhecimento."


Karma negativo e karma positivo

Mais um dos muitos ensinamentos poderosos do Educador DeRose:


"No ocidente, temos uma visão muito distorcida a respeito do karma. Pudera! Esse conceito não é nosso, originalmente. Com toda aquela carga de culpa e pecado que cerca a cultura cristã, é compreensível que interpretemos o karma como algo forçosamente ruim, algo que temos que pagar com sofrimento. O marido faz algo desagradável e a mulher retruca contrariada: "Você é meu karma!". Mas, se numa outra ocasião o esposo traz flores, ela não diz, exultante:" Você é mesmo o meu karma!". Isso porque, para o ocidental, karma está necessariamente associado a algo negativo. Mas, na realidade, não é assim. Não existe karma bom ou ruim, assim como não existe fogo bom ou fogo mau. Nós assim o classificamos conforme suas consequências imediatas sejam convenientes para nós ou não sejam. Diversas vezes aquilo que chamamos de karma ruim é algo que está criando as bases de algo muito bom no futuro. É como alguém que passe fome ou seja muito perseguido e, na hora, considere isso um mau karma. No entanto, com o passar do tempo essas desditas geram uma têmpera mais forte, que virá a ser bem útil, por um tempo bastante maior. Outro exemplo: Fulano chegou tarde e perdeu o avião. Ficou revoltado com a própria falta de sorte e blasfemou: "Maldito karma esse meu. Perdi o vôo." Em seguida, o avião explode diante do seu olhar atônito, e ele só consegue balbuciar: "Bendito karma. Perdi o vôo e estou vivo". Afinal, o karma que o teria feito perder a aeronave, seria bom ou ruim? Depende da ótica. Na maior parte da vezes, não vemos o avião explodir, por isso continuamos a supor que o karma tenha sido mau.
O exemplo acima, de certa forma, remete-nos à velha comparação que nos é ensinada pela sabedoria popular: uma garrafa com água até a metade é considerada pelo pessimista uma garrafa meio vazia e pelo otimista, uma garrafa meio cheia. No entanto, sua classificação é apenas uma questão de ótica. Assim é com o karma e assim é com a vida. Muitas vezes temos todos os motivos para ser felizes, mas preferimos considerar as razões que nos fariam infelizes."

(Trecho extraído do livro Karma e Dharma - transforme sua vida, do Educador DeRose)

Um Yôga que não é zen

Leia no texto a seguir, escrito pelo Educador DeRose, um dos inúmeros motivos para não usarmos mais a palavra "Yôga". O que ensinamos e praticamos é o Método DeRose, outra coisa bem diferente... 

"Nosso trabalho não é "zen" (Zen é a denominação de uma variedade de budismo especialmente desenvolvido no Japão. Não tem nada a ver com o Yôga e com a Índia. Budismo é uma religião. Yôga é classificado como filosofia. O budismo é uma heresia do hinduísmo. O Yôga é um dos seis dárshanas, pontos de vista formais do hinduísmo. Logo, por extensão, o budismo poderia ser interpretado como uma heresia perante o Yôga hindu. Se analisarmos por esse lado já percebemos que é uma contradição qualificar Yôga como Zen. Contudo, se quisermos invocar a gíria que denomina "zen" qualquer coisa que seja oriental, estranha, natureba, alienada, caricata, pior ainda). Nossos alunos e instrutores são engenheiros, advogados, médicos, arquitetos, cientistas, universitários, artistas plásticos, escritores, intelectuais e atletas. Nenhum deles é adepto de seitas ou modismos "zen". Atuamos com profissionalismo, pagamos nossos impostos, participamos de ações sociais e estamos inseridos na sociedade como qualquer outra pessoa. Basta olhar - sem preconceito! - para um de nossos praticantes e constata-se que ele não tem nada de "zen". Aliás, todos nós lamentamos a desinformatite quando lemos uma matéria jornalística e encontramos alguma referência discriminatória que nos classifique aleatoriamente como "zen" sem que tenhamos dado motivo algum para essa generalização.
Em Novembro de 2005, um importante jornal carioca noticiou que o restaurante Doce Delícia, do Leblon, estaria inserindo no cardápio um prato intitulado Strogonoff DeRose. Sem mais pensar a respeito, o texto passa a declarar: "O Strogonoff  DeRose Zen (que leva parmesão, mozzarela e provolone ao molho cremoso de tomate, noz-moscada, champignon e palmito) foi criado em homenagem ao Mestre DeRose [...]". De onde o estimado jornalista tirou a qualificação "zen"? Será que alguns daqueles queijos era natureba? Será que era o molho de tomate, o champignon, o palmito? Ou será que era por ser em homenagem ao Mestre DeRose, que tem seu nome associado ao Yôga e o redator já havia decidido que sendo Yôga tem que ser "zen" e está acabado?
Na mesma semana, a maior revista do país publicou sobre nós uma belíssima reportagem que começa assim: "O agito na praia de Ipanema vai abrir espaço para uma prática zen [...]". Como assim? Não era uma prática "zen"! Era uma prática de SwáSthya Yôga, a modalidade mais avessa a atitudes esteriotipadas e a comportamentos esquisitoides.
Na mesma semana, um dos mais importantes jornais de São Paulo publicou a matéria intitulada Yôga com elegância, a respeito de um livro meu. A matéria foi muito bem escrita e extremamente simpática. Mas ... quando menos se espera, saído do nada, leio "Yôga são boas maneiras, simplifica o Mestre DeRose, ao ser perguntado [...] sobre o que, afinal, o milenar sistema filosófico e ritualístico indiano tem a ver com etiqueta." Como assim ritualístico? De onde saiu essa dedução? Eu não disse nada que pudesse induzir a tal interpretação, nem encontrei essa palavra em nenhum dos meus 22 livros. É que sendo Yôga cai imediatamente na caixa preta, num drive com defeito de formatação.
Tudo isso ocorreu na mesma semana, em três das mais importantes publicações jornalísticas do país, escritas pelos mais informados jornalistas. Conclusão: é preciso fazer alguma coisa, é urgente tomar alguma providência para esclarecer a opinião pública de que o Yôga, ou pelo menos o SwáSthya Yôga, não tem nada de "zen" e não se encaixa em nenhum esteriótipo ou modismo comtemporâneo."
(extraído do Programa do Primeiro Ano do Curso Básico, DeRose, pg. 234/235, 7ª edição, 2008.)


Entrevista ao DeRose


Segue um pequeno trecho da entrevista com o Mestre DeRose sobre a nossa cultura:

"Eu gostaria de chegar a um ponto em que as pessoas, minimamente, escutassem o que nós temos a dizer. Que nos permitissem falar. Que não nos amordaçassem. Porque o grande problema que eu tenho sentido, é que nós temos coisas muito boas para dizer, não propondo um debate, mas propondo uma reflexão. O que ocorre é que os que não gostam do sistema, ou pensam que não gostam, não escutaram. Eles não conversaram comigo, não conversaram conosco, não conheceram a nossa gente, não leram nossos livros. Então, essa mordaça, eu gostaria, o meu sonho seria poder arrancar essa mordaça.
Eu me sinto sob aquela punição antiga, punição eclesiástica, do silêncio obsequioso. “Disse o que não devia, não falará mais.” E realmente eu sinto muito isso. Não querem que eu fale. Mas você observa que o que eu falo não é polêmico. Não considero polêmico, porque nós não estamos polemizando, nós não estamos discordando dos outros. Não é agressivo, acho que não é, não tenho intenção de que seja. Não quero agredir ninguém. E a proposta é boa, a proposta é uma juventude saudável. Nós trabalhamos essencialmente com adultos jovens. Portanto, produzir uma juventude saudável, juventude longe das drogas, do álcool e do fumo, se mais nada prestasse, pelo menos isso seria uma contribuição a ser reconhecida, que o nosso trabalho já está há meio século proporcionando à sociedade.”


Faça o download da entrevista com DeRose e assista-a na íntegra neste link:
www.uni-yoga.org/entrevista_derose_tv.php

TAPAS


Este vídeo mostra uma das melhores e mais emocionantes demonstrações de Tapas, em sânscrito, auto-superação, uma das dez normas éticas do Yôga. Nele, o treinador representa, no caso da Nossa Cultura, a vontade interior de aprimoramento e superação contínuos, pois o instrutor do Método DeRose jamais estimulará o aluno desta mesma forma. Contudo, ao obter um resultado como o do atleta, sem a necessidade de alguém gritando ao seu lado, você passará a entender um pouco melhor a sutileza e ao mesmo tempo, o poder de uma cultura matriarcal, sensorial e desrepressora.
Utilize Tapas no seu sádhana, na sua vida diária, em cada momento, em cada ato. Lembre-se que o verdadeiro yôgin vive o Yôga 24 horas por dia!
Leia também o texto sobre esse preceito ético elaborado pelo Mestre DeRose, transcrito logo a seguir.



- A oitava norma ética do Yôga é tapas, auto-superação.
- O yôgin deve observar constante esforço sobre si mesmo em todos os momentos.
- Esse esforço de auto-superação consiste numa atenção constante no sentido de fazer-se melhor a cada dia e aplicar-se a todas as circunstâncias.
- O cultivo da humildade e o da polidez constituem demonstração de tapas.
- Manter a disciplina da prática diária de Yôga é uma manifestação desta norma. Preservar-se de uma alimentação incompatível com o Yôga faz parte do tapas. Conter o impulso de expressar comentários maldosos sobre terceiros também é compreendido como correta interpretação desta observância.
- A seriedade de não mesclar com o Yôga sistemas, artes ou filosofias que o conhecimento do seu Mestre desaconselhar, é tapas.
- A austeridade de manter fidelidade e lealdade ao seu Mestre constitui a mais nobre expressão de tapas.
- Tapas é, ainda, a disciplina que respalda o cumprimento das demais normas éticas.

Preceito moderador:
A Observância de tapas não deve induzir ao fanatismo nem a repressão e, muito menos, a qualquer tipo de mortificação.

Código de Ética do Yôgin

À cada semana, será postado um mandamento ético do Código do Yôgin, elaborado pelo Mestre DeRose inspirado no Yôga Sutra de Pátañjali. Dê a sua opinião, contribua com o seu comentário.

I. AHIMSÁ

- A primeira norma ética milenar do Yôga é o ahimsá, a não-agressão. Deve ser entendido latu sensu.
- O ser humano não deve agredir gratuitamente outro ser humano, nem animais, nem a natureza em geral.
- Permitir que se perpetre uma agressão, podendo impedi-la e não o fazendo, é acumpliciar-se no mesmo ato.
- Derramar o sangue dos animais ou infringir-lhes sofrimento para alimentar-se de suas carnes mortas constitui barbárie indigna de uma pessoa sensível.
- Ouvir uma acusação ou difamação e não advogar em defesa do acusado indefeso por ausência constitui confissão de conivência.
- Mais grave é a agressão por palavras, atitudes ou pensamentos cometida contra um outro praticante de Yôga.
- Inescusável é dirigir tal conduta contra um professor de Yôga.
- Sumamente condenável seria se um procedimento hostil fosse perpetrado por um professor contra um dos seus pares.

Preceito Moderador:

A observância de ahimsá não deve induzir à passividade. O yôgin não pode ser passivo. Deve deefender energicamente seus direitos e aquilo em que acredita.

Texto do Livro a Parábola do Croissants

A PARÁBOLA DO CROISSANT

Numa Viagem de automóvel para o Rio de Janeiro, conversando com um jovem instrutor Daniel De Nardi, na época com 18 anos de idade, descobrimos a Quarta Característica do Swásthya Yôga.

A questão era: por que é que algumas escolas fazem tudo certo, observam rigorosamente as três principais características e, ainda assim, quando as visito constato que lá não se faz Swásthya?
Dani em sua perspicácia juvenil, matou a charada:

- É que as três características são técnicas, mas se o público não for a matéria prima adequada a fórmula não produz SwáSthya nem mesmo heterodoxo. Sai um híbrido qualquer.

E assim surgiu a Parábola do Croissant, para as pessoas compreenderem que não adianta utilizar os procedimentos certos se a matéria prima é inadequada para a finalidade proposta.

“Certo dia, um brasileiro passeando pelos Champs Elisées, e Paris, sentiu um aroma delicioso no ar. Com a fome típica de um turista, foi cativado pelo cheiro irresistível de uma boulangerie. O brasileiro entrou na boulangerie e perguntou que aroma era aquele. Eram croissants quentinhos saindo do forno. O turista comeu um, dois, três... e chegou à brilhante conclusão de que seria um ótimo negócio abrir uma representação da boulangerie em sua cidade, lá no Brasil.

Mandou chamar o dono da loja e lhe expôs sua intenção. O boulanger gostou da idéia de ter uma representação naquele país exótico. Depois das formalidades de praxe (namoro, noivado e casamento) firmou contrato mediante um preço e condições estritas. Só então, ensinou seus segredos.

- Estes são os ingredientes: para cada lote de dez croissants, reúna 250 gramas da melhor farinha de trigo; 50 gramas de açúcar não refinado; 125 gramas de manteiga; 20 gramas de fermento de pão; 120ml de água; mia colher da de café de sal. Misture desta forma, descanse este tempo, abra assim, dobre desta forma e ponha no forno a 230 graus centígrados por exatos 15 minutos. Compreendeu? Ótimo. Então agora faça um lote na minha frente para conferir.

E como deu certo, o turista voltou para a sua cidade, Blumenau, em Santa Catarina, e montou uma legitima boulangerie francesa especializada em croissants. Mas foi um fiasco. Ninguém gostou dos croissants e a empresa estava em vias de falir. Os clientes reclamavam que aquele pão era duro e sem gosto. Como o contrato previa que o representante poderia pedir consultoria ao boulanger mediante um honorário mais despesas, o francês veio, bem entusiasmado, conhecer esta terra tropical, de carnaval e capoeira.

Chegando na cidade do desditado empreendedor, o francês teve logo uma surpresa. Esperava encontrar mulatas e samba, mas encontrou loirinhas e polca. Contudo, ciente de que alguns países inadvertidamente constroem para si uma imagem falsa, assimilou a explicação de que o Brasil não é um país e sim uma confederação de nações denominadas estados. Tocou para frente e pediu que o aprendiz de feiticeiro, oops, de boulanger reunisse os ingredientes. Estavam nas medidas certas. Pediu que ele operasse a feitura dos croissants. Tudo impecável. Temperatura do forno, perfeita. Quinze minutos depois, saíram do forno umas coisas que tinham a aparência de croissants, mas não eram macias, nem crocantes, nem cheirosas. O boulanger provou e cuspiu fora.

- Qu´est-ce que vous faites, M´sieur? Iste não é crroissant!

Mas a formula está correta, as quantidade exatas, a temperatura do forno perfeita. Está tudo tecnicamente certo. Por que não saiu croissants?

- Vam´s verr. O Senheur utilizou a melhorr farrinha de trrigo, igual à que eu recomendei?

- Bem.. não, porque na minha cidade, aqui no interior do Brasil, não existe tal farinha. Eu usei a que havia.

-Então, não vai conseguirr fazerr crroisant. ”

Na verdade, a farinha de excelente qualidade existe, sim, na cidade do brasileiro. Aliás, ela existe em praticamente qualquer lugar, mas é mais cara. E o empresário tupiniquim, em seu paradigma de economia, não achou que fosse negócio investir na melhor farinha.

Da mesma forma como não se consegue fazer croissants com farinha errada, também não se consegue produzir SwáSthya com um público inadequado. A desculpa de alguns Diretores é a de que na sua cidadenão há o público perfil. Não é verdade. Esse público existe em quase todos os lugares. Porém é mais caro chegar a ele. Por isso, alguns Diretores se contentam em trabalhar com o público errado. Confio em você e sei que não medirá esforços para que a nossa mensagem atinja o público certo. Tenha uma boa decoração, uma equipe perfil, faça uma boa propaganda e aplique o primeiro filtro.
DeRose

Yôga

Por Mestre DeRose

Yôga é qualquer metodologia estritamente prática que conduza ao samádhi.

Esta é a definição que propus em vários congressos internacionais e que, afortunadamente, tornou-se uma das mais aceitas por todos os tipos de Yôga, os quais consideraram-na a única que abarca as propostas de todos.

Samádhi é o estado de hiperconsciência que só pode ser desenvolvido pelo Yôga. Samádhi está muito além da meditação. Para conquistar esse nível de megalucidez, é necessário operar uma série de metamorfoses na estrutura biológica do praticante. Isso requer tempo e saúde. Então, o próprio Yôga, em suas etapas preliminares, providencia um acréscimo de saúde para que o indivíduo suporte o empuxo evolutivo que ocorrerá durante a jornada; e provê também o tempo necessário, ampliando a expectativa de vida, a fim de que o yôgin consiga, em vida, atingir sua meta.

Os efeitos sobre o corpo, sua flexibilidade, fortalecimento muscular, aumento de vitalidade e administração do stress fazem-se sentir muito rapidamente. Mas para despertar a energia chamada kundaliní, desenvolver as paranormalidades e atingir o samádhi, precisa-se do investimento de muitos anos com dedicação intensiva.
Por isso, a maioria dos praticantes de Yôga não se interessa pela meta da coisa em si (kundaliní e samádhi). Em vez disso, satisfaz-se com os fortes e rápidos efeitos sobre o corpo e a saúde.

O Yôga ensina, por exemplo, como respirar melhor, como relaxar, como concentrar-se, como trabalhar músculos, articulações, nervos, glândulas endócrinas, órgãos internos, etc. através de técnicas corporais belíssimas, fortes, porém que respeitam o ritmo biológico do praticante. A prática completa do SwáSthya Yôga compreende oito tipos de técnicas (mudrá, pújá, mantra, pránáyáma, kriyá, ásana, yôganidrá, samyama) que vão atuar em oito áreas distintas, promovendo um aperfeiçoamento multilateral.